segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

OFICINA 3 - TP2 - UNIDADE 6





Neste encontro do dia 12 de dezembro recebi meus cursistas com uma linda mensagem de Natal em que todos foram homenageados com seus respectivos nomes. Acharam-na linda!
Em seguida, a coordenadora Adriana e eu exibimos o vídeo Bom Dia, e também o trabalho apresentado no curso de capacitação realizado em Salvador nos dias 3 e 4 de dezembro e fomos bastante aplaudidas. Gostaram da maneira como mostramos o trabalho desenvolvido em nosso município e lamentaram porque não os entrevistamos para que pudessem expor suas opiniões e prometi fazê-lo para nosso encerramento.
Após outros comentários, socializamos a Oficina 2 do TP1,onde os cursistas, mais uma vez, elogiaram a escolha dos textos do Gestar II. Disseram ter gostado muito de trabalhar com fábulas e mostraram os planos de atividade de leitura e produção de texto que ficaram excelentes, com sugestões para trabalharem com seus alunos.
As atividades da Unidade 5 do TP2 foram bastante discutidas e a maioria dos cursistas apreciou a forma de explorar a gramática a partir das propostas do TP: Pluft, Osarta, Meu professor inesquecível, o texto Ampliando nossas referências Questões ligadas ao ensino da gramática, dentre outros são muito legais, segundo eles, um bom suporte na sala de aula.
A unidade 6, A frase e sua organização mostrada em bilhetes, poesias, anedotas e outros textos também ajudou muito, conforme disseram.
Depois do lanche, fizemos a dinâmica do cartão, onde todos puderam expressar seu carinho e votos de Feliz Natal aos colegas. Gostaram tanto que disseram que a fariam com seus alunos.
Formamos os grupos para execução e socialização da Oficina 3 - Unidade 6 - TP2.Depois da leitura e escolha de um dos textos, desenvolveram a proposta e apresentaram as conclusões aos colegas que apaudiram.
Esta oficina foi ótima, disseram.
Parabenizei a todos pelo trabalho, dei as orientações para o próximo encontro em 09/01/2010, quando realizaremos a Oficina 4 do TP2 e para esta data solicitei a entrega dos portfólios. Informei que ainda teremos outro encontro para avaliação, no qual devolverei o material que me for entregue e discutiremos data para a certificação.
Encerramos este encontro com abraços e votos de Boas Festas, Feliz Natal e Feliz Ano Novo.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

RELATO DO CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO GESTAR II




Nos dias 03 e 04 de dezembro de 2009 nos reunimos em Salvador para a realização da terceira etapa do Curso de Formação do Gestar II - Língua Portuguesa.

Nossa formadora da UnB, Lenita Fogaça, não mediu esforços. Recebeu-nos com carinho, atenção e mais informações.

Foi um show! As apresentações com riqueza de detalhes e utilização de slides, músicas, mensagens, dentre outros recursos, demonstraram o quanto todos os formadores e coordenadores estão envolvidos com o trabalho em seus municípios. Cada um se esmerou em mostrar o que realizou durante este ano e a importância do Gestar II.

Apesar de constatarmos algumas dificuldades, comprovamos também o empenho de todos em driblar os problemas e realizar um trabalho de alto nível.

Pudemos mais uma vez trocar experiências e, principalmente mostrar o que fizemos e como fizemos.

Este reencontro foi maravilhoso! Avaliamos, fomos avaliados, nos confraternizamos, trocamos presentes, mensagens e carinho, muito carinho.

Trouxemos na bagagem, para Esplanada, um grande aprendizado e a saudade de todos os colegas; mas sei que os laços de amizade não serão desfeitos.

O trabalho continua em nosso município.

Obrigada Lenita, obrigada a todos que partilharam seu conhecimento comigo.

domingo, 29 de novembro de 2009

ANÁLISE CRÍTICA

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA - JOSÉ SARAMAGO



Por: Benedita Ricarda da Silva Soares


Ensaio sobre a cegueira é uma reflexão sobre a natureza humana.

O texto aborda a irracionalidade do ser humano e nele são evidenciados os instintos mais primitivos na busca pela sobrevivência. As pessoas tornam-se animais com necessidades básicas, nada mais.
Diante do semáforo, vários motoristas esperam o sinal verde. Finalmente ele aparece, mas o carro que está à frente não sai do lugar. Depois de protestos e buzinadas, os motoristas saem de seus carros para ver o que está acontecendo. Surpreendem-se: o motorista daquele carro havia subitamente ficado cego.
Depois deste episódio todos vão ficando cegos. A cegueira branca se alastra formando um cenário de caos e horror.
Todos os contaminados são excluídos da sociedade.
Os valores caem por terra e as pessoas passam a praticar atos e crimes bárbaros.
Apenas uma pessoa é capaz de enxergar: a esposa do médico; porém, diante da responsabilidade de guiar os que não podem ver, além de presenciar cenas horríveis, a visão não lhe é privilégio e só ela tem a real dimensão da tragédia que se abateu sobre a cidade, o que a faz desejar a cegueira.
Um drama psicológico que pode ser desencadeado em qualquer lugar, sem um tempo determinado, com personagens sem nome, chega a ser inquietante, pois nos permite enxergar e temer a própria humanidade.
O leitor da obra é conduzido pelo narrador de forma intensa ao mundo da cegueira, para emergir dele com uma visão mais clara e ampla da realidade, ficando a mensagem que não se pode ficar indiferente ao semelhante.

MEMORIAL

Sou Benedita Ricarda da Silva Soares e, desde criança, dizia que seria professora quando crescesse.

Filha de costureira e operário de fábrica, nascida em Lorena, interior de São Paulo, em 1º de julho de 1951, brincava na rua com as outras crianças (naquele tempo podia...), mas gostava mesmo era de brincar de escolinha e, como fui alfabetizada muito cedo, aos seis anos sabia ler e escrever, só queria ensinar, como Dona Benedita, minha primeira professora.

Aluna muito estudiosa, orgulho dos pais por ser mocinha da casa, tinha mais dois irmãos, infelizmente tive que parar de estudar aos quinze anos, para ajudar à família.

Com muito esforço, casada, dois filhos, voltei aos bancos escolares aos 29 anos. Concluí o ginásio (atual fundamental), fiz o curso normal (magistério) e fui pra Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, onde residi durante doze anos. Licenciatura em Letras. Professora! Sonho realizado!

Tive uma infância feliz como as crianças daquela época e gostava de ler as revistas que minha mãe lia, geralmente pegava emprestadas com as amigas, lembro-me bem: Capricho, Ilusão, Sedução - todas com fotonovelas e fofocas. Não me lembro do primeiro livro , porém me recordo de Meu Pé de Laranja Lima de José Mauro de Vasconcelos que fez brotarem minhas emoções mais profundas porque chorei muito todas as vezes que li, e foram três ou quatro. Talvez tenha sido esta obra que me despertou, mais tarde, o gosto por José de Alencar, Machado de Assis, Lima Barreto, Graciliano Ramos, Raquel de Queirós, Vinícius, Cecília, Drummond, Bandeira (gosto muito de poesia, até já escrevi algumas - só não decoro nada); sou como Quaresma de Lima Barreto, nacionalista! Talvez seja pelo fato de lecionar Português e Literatura sempre; mas aprecio também Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Saramago e outros que leio para trabalhar com meus alunos. Leio tudo, até para dizer se é bom ou não.

O exercíco do Magistério, além de me proporcionar prazer, tem me dado forças para superar as perdas (de pai, mãe, marido, este último com o qual partilhei 32 anos de minha vida, e... que companheiro! O maior incentivador para eu voltar a estudar), e, sobretudo lutar pela vida e pelos meus amores: dois filhos e dois netos.

Há vinte e um anos morando em Esplanada-BA, cidade que me acolheu muito bem, continuo lecionando e sou feliz e realizada, pois Educação é a minha vida; hoje sou conhecida como pró Bené, a pró de Português.

sábado, 28 de novembro de 2009

GESTAR II - OFICINA DE LÍNGUA PORTUGUESA


A acolhida para a Oficina 2 - Unidade 4 - TP1 foi feita com a entrega da mensagem Chance, que todos aplaudiram.

Os cursistas em seguida socializaram as Atividades das Unidades 3 e 4 - TP1 e também o texto História de um conceito.

Sobre a Atividade 4, seção 1, após a socialização, transformaram-no em uma notícia de jornal. Ficou excelente.

O texto Porã também foi alvo de comentários, principalmente porque envolve o problema do preconceito, comum entre adolescentes e presente em nossa sociedade, e argumentaram sobre a "atitude" ou "falta de" da professora que não tomou as rédeas da situação,sobretudo porque sua interferência poderia ter evitado o constrangimento pelo qual passou o indiozinho, fazendo com que ele desistisse da escola; mesmo sabendo que era igual aos coleguinhas.

Comparando com a fábula original um cursista socializou a fábula de Millôr Fernandes A raposa e as uvas e comentou que serve de lição, pois não devemos desistir de nada na primeira tentativa, mas sim experimentar.

A seguir, formamos os grupos para execução e socialização da Oficina , que mais uma vez nos mostra o estudo da fábula, sendo que esta A língua, é desconhecida de todos. Cursistas envolvidos leram, discutiram, perguntaram e iniciaram o trabalho que não foi concluído, portanto a socialização desta oficina ficou para o próximo encontro para o qual sugeri que fizessem o estudo das Atividades 5 e 6 - TP2, nosso útimo TP.

Que pena que está acabando...

Antes de nos despedirmos, solicitei as melhores atividades produzidas pelos alunos para levar a Salvador na próxima etapa de minha capacitação. Todos concordaram.

Agradeci e parabenizei a todos pelo trabalho que vêm desenvolvendo.

GESTAR II OFICINA 1 -TP1



Neste encontro, os cursistas foram recebidos com poemas diversos de Carlos Drummond de Andrade. Foi uma festa! Todos adoraram.

Ainda por causa da greve, não houve socialização do Avançando na prática; então, foram formadas as equipes para executar e socializar a Oficina 1 - Unidade 2 - TP1.

O trabalho sugerido com a crônica A outra senhora, de Carlos Drummond de Andrade foi realizado com muito entusiasmo. Os cursistas, durante a socialização, abordaram o nível da linguagem, dialeto, pontuação, tipologias textuais e o humor no texto.

Levantaram também questões sobre capitalismo e consumismo, sobretudo em datas como estas, o Dia das Mães.

Disseram que a oficina foi ótima e que esta crônica seria excelente para trabalhar com seus alunos, porque tem tudo a ver com eles, especialmente a linguagem.
Mais uma vez constatei o envolvimento de todos com o nosso trabalho.

Uma cursista pediu um minuto para falar sobre a greve e disse que provavelmente terminaria na terça-feira,dia 10/11, para contentamento geral, pois o Sindicato que representa a categoria já havia feito um acordo com o prefeito. Todos aplaudiram.
Após os esclarecimentos, parabenizei a todos e dei as orientações para o estudo das Atividades das Unidades 3 e 4 - TP1, do próximo encontro.

domingo, 15 de novembro de 2009

GESTAR II - OFICINA DE LÍNGUA PORTUGUESA - 14º ENCONTRO











Neste encontro de 24 de outubro de 2009, recebi os cursistas entregando-lhes a Mensagem Dez sugestões para ser feliz, todos gostaram demais.
Mais uma vez não socializamos o Avançando na prática, porque a greve continua.

Socializamos as Atividades das Unidades 1 e 2 - TP1, Variantes linguísticas.

Uma equipe socializou o texto Retrato de velho, fez a interpretação do TP e teceu considerações, inclusive sobre a falta de compreensão com os idosos, principalmente por parte dos jovens que não têm paciência e, em várias circunstâncias não respeitam seus pais e avós, nem os professores, disseram alguns.

O texto Ciúme, segundo os cursistas, além de mostrar a forma de cada grupo usar a língua, nos fez analisar um problema comum nas famílias, que é a relação conflituosa entre irmãos.

Um dos cursistas responsável pela socialização do texto O caso do vestido, disse que a princípio o achou muito grande, mas depois todos perceberam que o poema narrativo em forma de diálogo proporcionou uma fluência na leitura e compreensão do mesmo.

Alguns cursistas se manifestaram contra a mulher passiva e até cúmplice da traição do marido. Gerou discussão. Muito bom!

Segundo os cursistas, os textos do Gestar II escolhidos para trabalhar as variantes linguísticas são muito bons, pois levam à reflexão temas do cotidiano, bem ao gosto dos alunos.

Já o texto Sexa, como esperava desde que fiz meus estudos, gerou risos por causa do desfecho dado pelo autor e a preocupação do pai, não em relação ao sexo e sim ao estudo do filho.

Como afirmaram os colegas, o discurso direto facilita a leitura e motiva os alunos que não gostam de ler , principalmente os textos grandes demais que trazem alguns livros didáticos.

Os cursistas disseram ter percebido a importância de explorar as variantes linguísticas em sala de aula e que estes e outros textos destas unidades se aplicam muito bem a esta finalidade.

Outros textos foram socializados com a mesma ênfase dada aos que foram citados e todos concordaram serem muito bons.

Uma cursista disse que esperava que a greve terminasse para que pudessem executar as atividades do Gestar, com que todos concordamos.

Parabenizei a todos pelo dinamismo e orientei-os a estudarem o TP1, Unidades 3 e 4 para o próximo encontro.

Os professores disseram que este encontro foi muito bom.